sexta-feira, 10 de julho de 2009

Projecto II, finalizado.

Depois de um ano lectivo inteiro dedicado apenas a isto, já está. O meu projecto para um novo Mercado Municipal em Coimbra, localizado onde agora reside o corrente, está pronto, do ponto de vista de um ano acabado e de nada mais poder fazer, pelo menos a titulo de avaliação. Confesso que provavelmente, e como ouvi Pancho Guedes dizer na sua exposição, este projecto vai continuar nos meus sonhos, nos meus desenhos e rascunhos, talvez sendo mudado e outra vez pensado ao longo dos tempos.
É engraçado este apego que um "arquitecto" desenvolve por um projecto seu, mesmo não construído (como acontece com projectos de curso, simplesmente para uma avaliação). Ainda estou só no segundo ano, é certo, mas este foi o primeiro projecto que nos levou suficiente tempo para poder ser realmente pensado como um projecto plausível, algo consistente e coerente, e não um dos outros, no primeiro ano, que se resumiam a uma abordagem um tanto ao quanto abstracta de uma consideração de um mês, dois meses e pouco. Abordagem necessária a um primeiro contacto e uma aprendizagem regular, penso eu, mas mesmo assim, no meu caso, passível de ser mais facilmente esquecida do que este.
Mas ora bem, enough of the crap, esta é a minha proposta para um novo Mercado. Tendo em conta a sua localização, uma cobertura atraente era deveras indispensável, já que se situa num vale bastante visível de cotas superiores. A partir daí, o declive do terreno, o limite sul com um grande muro brusco sobre esse vale e o contacto com o envolvente construido foram determinantes para a maneira como pensei o projecto. A cópia de uma malha, a tentativa de continuação de desenho urbano, um jogo de c
heios e vazios e um mercado forte, proveniente desses factores. Mas mesmo assim um mercado diferente e moderno, uma visão algo brutalista pela frieza dos materiais escolhidos (o betão aparente como estrela) e a massividade dos volumes. Depois de uma malha assim irregular, os interiores como tentativa de regularizar os percursos, e como linguagem de fenestração a ideia de escavação, volume e força pela inclinação das aberturas e grossura das paredes. Para intensificar toda a magnitude do projecto (com os volumes todos eles com pés-direitos elevadíssimos), a criação de dois acessos também eles magnificos: uma grande escadaria num dos edificios da cobertura percorrível até à cota de chão do Mercado e um cilindro enterrado nesse grande muro que condicionava o terreno, no qual se entra para dentro desse mesmo declive, vivendo-o. A cobertura percorrível, como se vê na planta de localização, estende-se pelo material de pavimento até uma praça importante, como chamatório do público utilizador.


Planta de localização.


Planta de interiores.


Corte, onde é visível a linguagem das aberturas.


Maquete.


Interior do cilindro de acesso.

3 comentários:

Anônimo disse...

Extremamente profissional:D

Luís Miroto Simões disse...

Parabéns!

Grande trabalho, su!*

Angela disse...

boa susana! make me proud! xoxxOXOXOxoxoOXOXoxo