sábado, 18 de abril de 2009

Faltas-me.

Eu projecto.
Tu projectas.
Ele projecta.
Nós projectamos.










quinta-feira, 9 de abril de 2009

Tens 20 anos.
Acreditas que o mundo está mau, mas que vai melhorar sim, tem de melhorar. Pensas que tudo é possível. Fazes planos, elaboras ideias daquilo que achas que vai ser a tua vida, o teu futuro. Achas que é difícil vencer na vida, mas que tens força para isso, que vais ser capaz de tudo e que te vais destacar. Sabes que vale a pena aproveitar tudo aquilo que vives, gozar o dia a dia e tudo o que fazes, saborear os pequenos momentos que te vão mantendo mais ou menos feliz. Sabes que ainda terás de enfrentar imensos problemas, mas que os irás ultrapassar, de maneira mais ou menos demorada, com mais ou menos dificuldade, mas irás. Conheces o sabor das desilusões, dos desgostos, dos problemas, do sal das tuas lágrimas, de uma coisa que corre mal, mas reconheces de olhos fechados o sabor de transpor tudo isso. Porque és jovem, porque és forte, porque as feridas curam depressa e as cicatrizes vão desaparecendo com relativa rapidez ou ficam a fazer parte de ti para que não voltes a fazer aquela mesma ferida, porque tens sangue vivo dentro de ti. Porque começas de novo.

Mas... E se este texto começasse com "Tens 40 anos"? Já viveste. Já viste que o mundo não melhorou, não melhora. Percebeste que nem tudo é possível, que certos planos ficam a meio, que para te destacar teria sido preciso apenas um pouco mais de esforço e, independente de ti, uma grande dose de sorte. E agora, perdes tudo. Tudo aquilo em que acreditaste, em que apostaste, uma vida com que sonhaste ser feliz. Desiludiste-te, estás desgostoso, a tua vida por si só é um problema, choras. Tens 40 anos. As feridas já não saram depressa, já não tens força para as lamber. Estás cansado, e a carne, fraca, já não cicatriza como antes. O teu sangue está escuro, deixou de ser vermelho vivo. Tens 40 anos. Como é que vais começar de novo?

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Um ano

Um ano de blog. E como as coisas mudaram!

domingo, 5 de abril de 2009

Mais coisas

Claro que nada bate o facto de o meu próprio professor de Projecto ser o João Mendes Ribeiro, mais conhecido até pelo seu trabalho dentro da cenografia. Digamos que Mendes Ribeiro consegue perfeitamente transmitir nos seus cenários aquilo que é: um arquitecto. A sua noção de movimento, de adaptação e transformação constante fascina-me. É engraçado como as duas coisas, a cenografia e a arquitectura estão tão relacionadas, ou pelo menos o parecem pela maneira como ele as aborda. E a título de propósito, ficam umas fotos da exposição dos seus trabalhos de cenografia em Coimbra, de há uns meses. "Arquitecturas em Palco", n'A Escola da Noite.


"Projecções invertidas"

"OR Mala-Mesa + 2 bancos"



"Love me if you will; hate me if you must; but for God's sake, don't ignore me."


É ou não é a pior coisa que as piores pessoas merecem?

Paula Santos

Ora bem, e entretanto uma pessoa descobre que uma das professoras da Projecto da sua turma, Paula Santos de seu nome, aquela que nem conhecíamos de lado nenhum ou fazíamos ideia das suas obras, é activa como o caraças e já fez obras de pequeníssimo nome. Como por exemplo... O Pavilhão do Futuro, da Expo 98. Há coisas do catano.

Don't divorce us

Encontrei este vídeo num dos blogs que fazem parte da minha leitura regular, rápida ou mais lenta conforme o tempo permitir. É realmente um assunto controverso, especialmente no nosso país, na altura em que nos encontramos, o casamento homossexual.
O blog que o publicava dizia também que o nosso país não tem civismo suficiente para saber reagir a ou discutir este tipo de assuntos. E nisso concordo. Baseando-me bastante no que li, sinto necessidade de referir que na verdade os assuntos complicados ou, digamos, de índole mais controversa ou delicada, nunca foram abordados em Portugal de uma maneira que possa ser considerada a correcta. E isto porque nunca se conseguiu um debate também ele correcto. A discussão de assuntos como este (podendo agora mencionar o caso do aborto como exemplo perfeito), longe de ser considerada a discussão saudável que poderá levar a soluções razoáveis, sempre se baseou em arranjar os argumentos mais passíveis de arruinar os do outro lado e não em conseguir perceber as razões desse mesmo outro lado, fossem esses argumentos correctos ou não, lógicos ou não.
Não sei se com isto já me consegui explicar, mas creio que o seguinte exemplo que também li consegue fazer isso. O blog que consultei na altura falava de um médico, que aquando da consideração da legalização da morte assistida, declarava que não concordava com isso. O que no entanto, não o capacitava de impôr essa sua opinião a qualquer outra pessoa, já que apenas era capaz de imaginar os sentimentos e pensamentos daqueles que consideravam essa a sua última opção. A verdade é que não poderia concordar mais com este ponto de vista. Estando a falar de uma opção pessoal, e admitamos, uma opção que em nada afecta outros para além daquele que decide o que fazer com a sua própria vida, a nossa posição perante o caso não deveria influenciar o facto desses individuos poderem ou não tomar essa decisão. Aliás, como pode o Estado considerar que tem o direito de estabelecer precisamente a proibição dessa decisão pessoal?
É aqui que quero chegar com este texto. Se eu própria encetaria um casamento homossexual? Creio que não, por enquanto. Precisamente porque aquilo que sinto e aquilo que sou não conduz a essa decisão. Mas em que medida é que o casamento homossexual de outra pessoa vai prejudicar-me? É uma questão tão pessoal que, lá está, se enquadra nessa condição de algo que não deveria sequer ser debatido. E no entanto, aquilo que vemos são discussões contínuas sobre o assunto, inúteis, ridículas, porque como já disse aqui em cima, simplesmente se baseiam em arruinar o outro lado, o do "sim" ou do "não", em o ridicularizar e tornar "inaceitável". E isso, meus amigos, sou eu que não entendo.
Parece, entretanto, que há uma tentativa por parte de Ken Starr de invalidar os casamentos homossexuais feitos na Califórnia entre Maio e Novembro. E é em relação a essa situação que este vídeo se pronuncia. E eu acredito que é impossível ficar indiferente a algumas das fotografias.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

"If I had to pick him or the sun, I'd be a nocturnal son of a gun."

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Famous Failures

Há vídeos engraçados, que nos contam coisas que nem fazíamos ideia. E cujo objectivo, deste em particular é motivar-nos a não desistir! Vejam, os famous failures da história.