Confesso que este ano o Tom de Festa não foi propriamente aquilo que eu estava à espera. Não por causa dos nomes serem conhecidos ou não conhecidos, dado que nos anos anteriores sempre assim foi, o cartaz nem sempre via a sua qualidade imensa reflectida no facto de serem nomes que toda gente conhecesse. No entanto este ano não consegui ver, no geral, a folia que esperava ver. Pensei ser defeito meu, mas pelo menos várias pessoas cuja opinião levo em consideração disseram-me o mesmo.
De qualquer maneira, não iniciei este post com tenções de demonstrar a minha desilusão, mas sim de elogiar um dos concertos do festival. Na quinta-feira tive o privilégio de assistir a um concerto que penso ter concentrado em si mesmo toda essa folia que eu esperava ver. A Fanfarra Káustica animou o recinto nos intervalos dos outros concertos desse dia e teve o seu próprio espaço como "atracção" final. Não há muitas palavras para descrever a euforia que se vive num concerto assim, com pouco espaço, já tardio e onde toda gente se conhece, mesmo que não conheça. A partir de uma certa altura, o recinto já só se iluminava com pouquíssimos focos, as pessoas tinham começado a desaparecer e restavam apenas aqueles que deixavam os seus corpos (e mentes) levar-se pelo ritmo indescritível da Fanfarra. E no meio de gritos de amigos, meus e da Fanfarra, da Fanfarra e de todos os outros, e com o ambiente que esses factores foram criando, senti-me mesmo como alguém privilegiado de estar ali, de assistir àquele espectáculo que poucas pessoas estavam a presenciar, de sentir aquele ambiente de despreocupação e de dança, simplesmente. Estão a ver aquela sensação que se tem quando se está nalgum sítio a ver alguma coisa e se sente que tivemos sorte em estar ali naquele momento para poder sentir aquilo mesmo? Nessas alturas não tenho grandes problemas na vida.
De qualquer maneira, não iniciei este post com tenções de demonstrar a minha desilusão, mas sim de elogiar um dos concertos do festival. Na quinta-feira tive o privilégio de assistir a um concerto que penso ter concentrado em si mesmo toda essa folia que eu esperava ver. A Fanfarra Káustica animou o recinto nos intervalos dos outros concertos desse dia e teve o seu próprio espaço como "atracção" final. Não há muitas palavras para descrever a euforia que se vive num concerto assim, com pouco espaço, já tardio e onde toda gente se conhece, mesmo que não conheça. A partir de uma certa altura, o recinto já só se iluminava com pouquíssimos focos, as pessoas tinham começado a desaparecer e restavam apenas aqueles que deixavam os seus corpos (e mentes) levar-se pelo ritmo indescritível da Fanfarra. E no meio de gritos de amigos, meus e da Fanfarra, da Fanfarra e de todos os outros, e com o ambiente que esses factores foram criando, senti-me mesmo como alguém privilegiado de estar ali, de assistir àquele espectáculo que poucas pessoas estavam a presenciar, de sentir aquele ambiente de despreocupação e de dança, simplesmente. Estão a ver aquela sensação que se tem quando se está nalgum sítio a ver alguma coisa e se sente que tivemos sorte em estar ali naquele momento para poder sentir aquilo mesmo? Nessas alturas não tenho grandes problemas na vida.
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