domingo, 20 de julho de 2008

Fanfarraaaaaa

Confesso que este ano o Tom de Festa não foi propriamente aquilo que eu estava à espera. Não por causa dos nomes serem conhecidos ou não conhecidos, dado que nos anos anteriores sempre assim foi, o cartaz nem sempre via a sua qualidade imensa reflectida no facto de serem nomes que toda gente conhecesse. No entanto este ano não consegui ver, no geral, a folia que esperava ver. Pensei ser defeito meu, mas pelo menos várias pessoas cuja opinião levo em consideração disseram-me o mesmo.
De qualquer maneira, não iniciei este post com tenções de demonstrar a minha desilusão, mas sim de elogiar um dos concertos do festival. Na quinta-feira tive o privilégio de assistir a um concerto que penso ter concentrado em si mesmo toda essa folia que eu esperava ver. A Fanfarra Káustica animou o recinto nos intervalos dos outros concertos desse dia e teve o seu próprio espaço como "atracção" final. Não há muitas palavras para descrever a euforia que se vive num concerto assim, com pouco espaço, já tardio e onde toda gente se conhece, mesmo que não conheça. A partir de uma certa altura, o recinto já só se iluminava com pouquíssimos focos, as pessoas tinham começado a desaparecer e restavam apenas aqueles que deixavam os seus corpos (e mentes) levar-se pelo ritmo indescritível da Fanfarra. E no meio de gritos de amigos, meus e da Fanfarra, da Fanfarra e de todos os outros, e com o ambiente que esses factores foram criando, senti-me mesmo como alguém privilegiado de estar ali, de assistir àquele espectáculo que poucas pessoas estavam a presenciar, de sentir aquele ambiente de despreocupação e de dança, simplesmente. Estão a ver aquela sensação que se tem quando se está nalgum sítio a ver alguma coisa e se sente que tivemos sorte em estar ali naquele momento para poder sentir aquilo mesmo? Nessas alturas não tenho grandes problemas na vida.

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