É tudo muito bonito, é tudo muito tranquilizante e é realmente verdade, digo aqui para quem quiser ouvir. É uma espécie de psicologia, esta, que nos entra devagarinho na cabeça e que vai fazendo mais sentido com o passar dos anos, mesmo que não a vivamos na pele. O mais engraçado desta, diferente de muitas das outras psicologias engraçadas que proliferam por aí, é que faz terrivelmente mais sentido, um sentido quase esmagador, quando passamos a confirmar a situação por experiência.
Especialmente quando não estamos habituados a errar, a primeira vez é um choque. É um pesadelo e não conseguimos acreditar. No entanto, o choque inicial vai dando progressivamente lugar a uma aceitação e a uma percepção de que não foi assim tão mau. E que acabámos por aprender mais com aquilo que fizemos do que com quase tudo de bom que andámos a fazer até aí. Posso dizer por experiência própria que os tempos posteriores a essa realização são provavelmente das melhores épocas da vida de uma pessoa. Depois de ter caído fundo, levantámo-nos e tudo passa a parecer fácil. Passámos a ter calma perante tudo e a conseguir perceber que o que possa correr mal não vai provocar o fim do mundo. Corre tudo como devia! É uma paz interior que se obtem e que é dificil de abalar, porque nos mantém precisamente como se chama: em paz perante o mundo.
A porcaria acontece quando se erra na mesma coisa duas vezes. Seguidas. Essa história de que errar faz com que aprendamos começa a ser uma grande complicação, porque aquilo que nos apercebemos é que afinal não aprendemos nada! Mas porque raio? E a grande questão é que a lógica inicial fez tanto sentido e fez com que tudo corresse tão bem que o problema só podemos ser nós. Ou seja: se as outras pessoas aprenderam e corrigiram, porque é que não fizemos o mesmo? Porque é fizemos merda novamente? Na mesma coisa? Que já sabíamos como funcionava, como precisavamos de fazer?
Acho que o ser humano se habitua demasiado às coisas. Acho que o ser humano se permite a acreditar demasiado nas coisas.
Acho que o ser humano erra, porque se sente melhor depois de o fazer do que quando faz as coisas bem.
Especialmente quando não estamos habituados a errar, a primeira vez é um choque. É um pesadelo e não conseguimos acreditar. No entanto, o choque inicial vai dando progressivamente lugar a uma aceitação e a uma percepção de que não foi assim tão mau. E que acabámos por aprender mais com aquilo que fizemos do que com quase tudo de bom que andámos a fazer até aí. Posso dizer por experiência própria que os tempos posteriores a essa realização são provavelmente das melhores épocas da vida de uma pessoa. Depois de ter caído fundo, levantámo-nos e tudo passa a parecer fácil. Passámos a ter calma perante tudo e a conseguir perceber que o que possa correr mal não vai provocar o fim do mundo. Corre tudo como devia! É uma paz interior que se obtem e que é dificil de abalar, porque nos mantém precisamente como se chama: em paz perante o mundo.
A porcaria acontece quando se erra na mesma coisa duas vezes. Seguidas. Essa história de que errar faz com que aprendamos começa a ser uma grande complicação, porque aquilo que nos apercebemos é que afinal não aprendemos nada! Mas porque raio? E a grande questão é que a lógica inicial fez tanto sentido e fez com que tudo corresse tão bem que o problema só podemos ser nós. Ou seja: se as outras pessoas aprenderam e corrigiram, porque é que não fizemos o mesmo? Porque é fizemos merda novamente? Na mesma coisa? Que já sabíamos como funcionava, como precisavamos de fazer?
Acho que o ser humano se habitua demasiado às coisas. Acho que o ser humano se permite a acreditar demasiado nas coisas.
Acho que o ser humano erra, porque se sente melhor depois de o fazer do que quando faz as coisas bem.
Um comentário:
A verdade é que é exactamente isso que acontece.
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