quinta-feira, 1 de maio de 2008

Tinha passado à volta de meia hora desde que eu chegara à terrinha quando saí para ir buscar o carro. E ao passar, como tantas vezes passei em anos anteriores, em frente a um quintal simples, de um conhecido vizinho, ouvi uma coisa que não ouvia há muito tempo, muito tempo mesmo, dadas as minhas estadias prolongadas fora da cidade e as anteriores passagens por ela, nocturnas, sempre fugazes: o insuportavelmente irritante cão desse vizinho a ladrar a todos os seus pulmões de uma maneira desesperadamente patética e a tentar chegar ao cimo do muro que não consegue saltar, desde que apareci à frente dele até um considerável tempo depois de desaparecer do seu imensurável campo de visão.


Senti-me em casa.

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